Osirak, o retorno

playstation/300x250.gif Muito se especulou sobre possíveis datas do ataque da Hel Ha Avir (Força aérea de Israel) contra as instalações nucleares iranianas. Um ataque de tal envergadura é caracterizado pelo fator surpresa e datas e prazos limites são meramente especulativos, mesmo a cada minuto que passa a Republica Islamica do Irã estando mais perto de ter sua bomba atômica. A Hel Ha Avir já tem experiência em muitos combates ao longo de sua existência e ja participou de um ataque a uma usina nuclear, em 1981 no Iraque.
Outra nação que esta na mira e poderá sentir o poder dos Estados Unidos é a Coréia do Norte, para saber mais leia O rótulo da Coréia do Norte.
O sucesso daquele ataque foi, justamente, o inesperado. O que contou muito a favor dos israelenses foi o fato do Iraque possuir somente uma usina nuclear, até porque o outro reator que também havia sido adquirido pelos iraquianos para treinar seus cientistas havia sido destruído antes ainda empacotado num ato de sabotagem pelo Mossad. Participaram da ação contra o reator em Osirak oito F-16 cada um utilizando um tanque ventral de 1.136 litros e mais dois de 1.400 litros sob as asas e armados com duas bombas MK 84 de 2.000 libras e dois mísseis ar-ar AIM-9 Sidewinder nas pontas das asas para autodefesa. Os atacantes israelenses tiveram a escolta de seis F-15 armados com mísseis ar-ar. Os aviões voaram muito próximo do solo, cerca de 100m, durante quase todo o percurso e em total silêncio eletrônico para diminuir as chances de serem detectados pelos radares iraquianos. Os F-15 deram cobertura a grande altitude. Ao se aproximarem cerca de 6 Km da usina os atacantes subiram em duplas cerca de 2.000m para em seguida realizarem um mergulho e lançarem suas bombas que atingiu o alvo como planejado. Não houve oposição da Força Aérea Iraquiana e mesmo se seus aviões tivessem alcançado os atacantes israelenses não teriam muitas chances. O Iraque contava com Mig-21 e Mig-23 e estes aparelhos não seriam capazes de representar ameaças aos F-15 de escolta.
No Irã o cenário é bem diferente, apesar do alvo ser o mesmo. Ao contrário do Iraque o Irã espalhou suas usinas nucleares ao longo do país, o que dificulta um ataque aéreo. O complexo nuclear iraniano esta bem defendido com baterias antiareas, entre elas o sistema russo TOR-1, cada sistema conta com oito mïsseis Terra-ar que podem atingir alvos entre 1,5 e 12km. Apesar de ter um alcance curto este sistema tem uma enorme precisão sendo um dos mais letais do mundo. Outro sistema russo de mísseis Terra-ar foi especulado com já estando em operação. Não há nada que confirme que o Sistema Russo S-300 esteja em operação no Irã e mesmo um sistema similar de fabricação chinesa também não foi confirmado que foi adquirido pelo Irã. O poder aereo da aviação iraniana apesar de não ser numerosa é bem significativo. Conta com tipos como F-4 Phantom, Northrop F-5, F-7(versão chinesa do Mig-21 russo), F-14 Tomcat e Mig-29. Estes aviões especificamente são aqueles que podem realizar alguma interferência em caso de violação do espaço aéreo iraniano.
Um ataque as usinas iranianas pode ser a única altenativa de Israel para por um fim, ou na pior das hipoteses, atrasar o desejo iraniano de ter seu artefato nuclear, porém, esta pode não ser a melhor das escolhas. O sucesso de Osirak, talves, não se repita no Irã. Israel sabe disso e este deve ser o motivo pelo qual o ataque ainda não ocorreu. Outras possibilidades devem estar sendo discutidas neste momento, se elas serão efetivas nós só sabaremos quando as usinas nucleares iranianas começarem a explodir.
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+ comentários + 12 comentários

26 de maio de 2009 20:29

Será que o Obama pode ser coagido?

Se o Irã usar seus artefatos nucleares, acho que os EUA viriam a intervir...já que Israel é um braço deles no oriente médio...

27 de maio de 2009 16:30

O Obama, diferentemente do Bush, está propicio a um maior dialogo com o Irã. A tendência é que as atitudes do Obama com o Irã endurecam a medida que o Irã não pare com seu discurso agressivo contra Israel e continue com seu programa de desenvolvimento nuclear.
Não da para saber das consequências de um possível ataque desses, vale lembrar que o Irã ainda não tem esta capacidade nuclear alcançada e Israel tem pelo menos 200 artefatos nucleares. A tendência é que Israel não deixe o Irã ter a bomba.

27 de maio de 2009 20:26

Concordo com vc em partes Spertnez.....a diferença dos democratas, como Obama, é que tem mais discursos ipócritas que os republicanos.....o discurso sobre dialogo entre os paises do oriente médio pode acabar a qualquer momento e começar uma guerra.

28 de maio de 2009 08:08

e que soem os tambores, war war war

posar de santo até eu consigo rsrs

29 de maio de 2009 14:37

nao nao o Obama nao pode ser coagido. Jamais o presidente dos EUA pode ser coagido, nem mesmo em epocas de testes de misseis e etc.
E acho que da sim para saber as consequencias de um confronto, é simples sera mais um país dominado, mas petroleo facil para os americanos.
Discurso ipocrita Richard? estranho um cara do interior do texas falar isso. optar pelo dialogo nao por bombas é ipocresia? eu nao acho. Na verdade de ipocresia ele nao tem nada. mas respeito a opinião de um caipira do Texas. Acho que voces precisam analisar de uma forma mais neutra.

29 de maio de 2009 19:59

Mais neutro que isso só detergente Ypê, rs

Brincacadeiras a parte, vamos aguardar o cenário internacional e ver como fica... =D

7 de junho de 2009 13:22

Bom...o Obama tah mais ''calmo'' quanto a isso,ele quer um meio termo...e que ngm mexa com a russia senao da terceira guerra mundial...o ira tem que se acalmar...


www.lucasmombach.blogspot.com

7 de junho de 2009 15:05

Às vezes, temos a impressão de que a paz não é possível. É necessário um esforço mútuo, de todas as partes, para que possamos viver num mundo mais promissor e fraterno.

7 de junho de 2009 16:15

N aguento mais esses problemas no o. médio. Queria ver o dia em que Israel se estrepava de vez >=T

7 de junho de 2009 18:04

Será que o Obama pode ser vitima de algo ou alguem ??

7 de junho de 2009 21:08

É triste ver a humanidade degladiando como seres irracionais na luta por famigerado poder!
Parabéns pela cobertura dessa cruel realidade!

10 de junho de 2009 11:31

Um ataque as instalações nucleares do IRÃ tem que ser mesmo muito planejado, pelos diverços fatores citados no texto, as defesas do IRÃ são mais efetivas que as do IRAQUE e possívelmente o avião acionado p/ interceptar um ataque de ISRAEL seria o Tomcat, que apesar dos anos, ainda pode ser considerado um adversário perigoso,ainda mais se as suspeitas de que ele foi atualizado pelos russos forem verdadeiras. Mas também existe um outro complicador o contra-ataque do IRÃ que é previsivel o que levaria a um novo conflito. Mesmo assim acredito que ISRAEL só não fez este ataque por que o TIO SAM não deu sinal verde ainda.

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