De olho no pré-sal



Os EUA enviaram ao Brasil um assessor de segurança nacional para tratar sobre um assunto muito delicado, a exploração do pré-sal pelos norte-americanos. Para convencer o governo brasileiro a fazer esta parceria estratégica os EUA prometem vender armamentos e transferir tecnologia o que possibilitaria o Brasil desenvolver seus próprios armamentos futuramente.
O interessante nesta disposição dos EUA é que estes armamentos de ponta eram negados ao Brasil até recentemente. O Brasil sempre teve que buscar seus armamentos nos paises europeus como França e Inglaterra. É verdade que temos material bélico de procedência norte-americana, mas que foram adquiridos de segunda mão. O Brasil ja teve dificuldades, inclusive, de comprar caças F-5 usados por imposição dos EUA. A compra só foi liberada porque o Brasil ameaçou comprar caças F-7 (versão chinesa do Mig-21) da China. O curioso é que o F-5 não era nem o caça de ponta da USAF (força aérea dos Estados Unidos). Uma das alegações dos EUA é que a venda de armas modernas a um país da região afetaria o equilibrio de forças. Mas, a verdade não é essa. Sempre fomos vistos como mero quintal que não merece nada mais do que ser tratado como quintal.
Durante este período de embargo de armas modernas, o país se viu na necessidade de tentar desenvolver sua propria industria armamentista e recorrer a outros fornecedores. A França se mostrou um parceiro confiável nos vendendo seus Dassault Mirage III que foram recentemente substituídos por Dassault Mirage 2000Br, provisoriamente. A FAB (força aérea brasileira) esta prestes a escolher um novo caça através de um programa conhecido como FX. Na verdade esta escolha se arrasta por um bom tempo, já vem desde o primeiro mandato de FHC. A escolha final sempre foi adiada e empurrada para o governo seguinte. O Mirage III já não pode mais voar e tiveram que arranjar um substituto temporário, Mirage 2000, até a escolha do FX ser definida.
Há três finalistas, o sueco JAS 39 Gripen, o Francês Dassault Rafale e, é claro, o norte-americano Boeing F/A-18 Hornet. O Rafale era o grande favorito, mas com esta campanha sendo realizada pelos EUA o F/A-18 ganha força. O pedido inicial será de 36 aeronaves, mas a longo prazo esta quantidade pode chegar a 100 aparelhos. O pedido inicial pode girar algo em torno de Us$3 bilhões.
Depois de tanto desprezo por parte dos EUA o que nos levaria a aceitar uma parceria desse nível? Como o General James Jones enfatizou na entrevista os EUA querem uma parceria para resolver as necessidades de energia AMERICANAS. Será que podemos confiar em tal parceria? E depois que eles tiverem o que querem continuaram prestando assistência no campo militar tecnológico? É melhor não arriscar.
A Venezuela era uma operadora do F-16 norte-americano, com a chegada ao poder de Hugo Chavez os EUA cortaram a venda de peças de reposição para os F-16 venezuelanos. A solução adotada pela Venezuela foi ir ao mercado adquirir novos aparelhos, Su-30 russos.
A instalação de bases na Colômbia não passa de mais um bom pretexto para a presença efetiva de militares na região. Empurrar a Colômbia para um conflito contra a Venezuela só servirá para mais tropas norte-americanas na região.
O interesse pelo pré-sal já foi demonstrado com a reativação da 4º Frota. Aceitar esta parceria com os Estados Unidos não é a melhor opção, porém caso o Brasil não aceite, vai ter que se preparar para algo ainda pior. O defensor do mundo livre tem sede de petróleo.
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+ comentários + 14 comentários

11 de agosto de 2009 06:06

Parceria bem "estratégica" não é Dri!?
Sei sei!!!
Sabe, penso que muitos pensam que o Brasil ainda esta na época da colônia... só pode!

bjos

11 de agosto de 2009 07:27

Quando é conveniente o armamento é liberado....esse é mais um teste para vermos a soberania do Brasil...ja to imaginando: bases militares na Colombia, Brasil !!!!

11 de agosto de 2009 11:04

Melhor seria negociar o fim dos subsídios por lá, para que os produtos brazucas tenham chance de competir com os produtos locais.

11 de agosto de 2009 18:09

essa é a hora do Brasil mostrar que ta crescendo de verdade e falar não.

11 de agosto de 2009 18:23

Agora é esperar pra ver, né?
e esperar pra ver o resultado depois também..

11 de agosto de 2009 19:34

Acho que esta na hora do Brasil mostrar o que pode fazer

12 de agosto de 2009 17:24

o.O

tudo joguinho de interesses..vamos ver se alguma coisa sai do papel ou se fica soh na fala

12 de agosto de 2009 17:45

Acho que o Brasil vai perder o pré-sal para países fortes! Acho o governo brasileiro assim como os poderosos do país muito fracos. É um dinheirinho no bolso e eles deixam o pré-sal nas mãos de outro país. =/

Abraços!

http://neowellblog.wordpress.com/

12 de agosto de 2009 17:59

impressionante que estes ESTADUNIDENSES não tentem nem disfarçar o interesse de surrupiar nosso petróleo, e tirar vantagem de toda esta nova reserva de petróleo...
O Brasil tem que se mostrar forte agora que eles estão enfraquecidos...
Quanto a inclusão deles em território Sulamericano, mais especificamente na Colombia, é claro que eles estão de olho no PETRÓLEO da Venezuela, o trabalho midiatico exercido pra fazer com que o mundo fique contra Chavez, é parte da jogada de tentar tirar Chavez do poder e assim "roubar" o pet´roleo da Venezuela, como fez no Iraque...

12 de agosto de 2009 20:38

Ai acho que ainda o brasil tem que comer muito feijão com arroz, para se impor perante outros países por que um presidente como este, não vai mudar tanta coisa...

13 de agosto de 2009 17:28

Já ke o brasil precisa pega armamento com a europa eu axo uma boa o brasil acc, mais claro ke o EUA usou essa estratégia!
ótimo blog!

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http://so-para-elas-blog.blogspot.com

16 de agosto de 2009 16:33

Pré Sal, pode virar uma troca com troco.

Aumenta o interesse dos americanos no brasil, a transferência de tecnologia militar como aviões super sônicos e armamentos de ultima geração, tem uma segunda intenção, o Pré Sal, localizado nas Bacias de Santos, (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo), o Estados Unidos quer criar uma parceria na exploração de petróleo e gás, agora é a hora de quebrar as barreiras econômicas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros (agrícolas ou industrializados), uma dessas barreiras econômicas recai sobre o nosso etanol.

www.terceiromundo.spaceblog.com.br

Anônimo
20 de agosto de 2009 18:53

nossa pais é muito rico em materia de minerios. já os outros paises só o sabem é fabricar armas para cada vez mas aumentar as guerras. nos negarão armamentos quando pracisamos agora que nosso pais não precisa estão querndo tomar de conta de nossas riquezas.

Anônimo
9 de setembro de 2009 15:32

Isso só demonstra o desespero dos EUA por duas coisas (como sempre, pois essa é a base do crescimento deles):Mercado consumidor e matérias-primas.
Eles querem evitar um iminente colapso energético e não perder mercado no ramo de armamentos, só isso. O melhor parceiro p/ eles é o Brasil. E por incrível que pareça, o melhor p/ nós são os EUA. A única diferença é que dessa vez, eles precisam muito mais de nós do que nós deles.

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