Nós não podemos viver sobre uma ditadura da razão


Esse texto é de autoria da minha amiga Anitcha, que sempre converso amante de história assim como eu, a cada dia tentamos decifrar o mundo em que vivemos e quanto mais conhecemos, mais temos certeza que não sabemos de muita coisa que nos cerca...e vivendo um passo de cada vez para poder “saborear bem” rs.


“Nós não podemos viver sobre uma ditadura da razão, nós temos que completá-la e ser urgente hoje para a razão sensível. (...) Nós não acreditamos em Deus, isso é coisa dos europeus, nós sentimos Deus”.
É assim que o franciscano Leonardo Boff começa a conversa do Sempre um papo, um programa bacana que há em MG que conversa com pessoas importantes dos mais diversos meios.
Falo isso por que o Gus, meu amigo adorável, outro dia levantou uma questão sobre religiosidade ou sobre a falta dela. Não sou religiosa, mas sou deísta. Só que esse é um texto sobre uma pessoa, e procuro ser o mais imparcial possível. Cada um tem sua crença, cada um pode ou não acreditar em Deus, Alá, Javé, Jeová, Buda, Laksmi ... Principalmente no Brasil, um pais que é multicultural em todos os seus aspectos, conhecer religiões, organizações, seitas, é cultura, conhecimento e tolerância, é saber que o nosso país e nosso mundo é muito maior que São Paulo ou Minas Gerais. Também escrevi esse texto porque ele escreveu uma coisa que me chamou a atenção, o fato de um racionalismo do Estado e dele mesmo.
Boff nasceu em Santa Catarina, é neto de imigrantes italianos e estudou na Alemanha. É um personagem polêmico. Segundo ele o Papa Bento XVI é um “amigo infiel”. Ele diz isso porque, como é ligado à teoria da libertação, que dá atenção ao proletariado e às camadas menos favorecidas, foi inquirido pelo atual papa (através do ex santo ofício, aquele mesmo que queimava as pessoas em grandes figueiras em praça pública). Depois desse fato, se viu obrigado a renunciar à condição de padre e hoje se autodenomina leigo.
Nesse programa, mostra-se que a razão sempre andou junto com a religiosidade, ou o misticismo, como queiram chamar. Segundo Juarez Guimarães, que organizou alguns de seus livros, a razão não pode ser unilateral e nem a religiosidade pode ser considerada retrógrada. Ele embasa isso através grandes personagens como os modernistas que tinham profundos sentimentos cristãos. “A própria teoria da libertação é uma semana de 1922 dentro da Igreja brasileira (...) A mesma busca pela liberdade, a mesma busca pelo sentimento do profundo do povo brasileiro”.
Pra entender Boff, faz-se necessário entender o que é a Teoria (ou teologia) da Libertação. Trata-se de uma escola importante e controversa na teologia da Igreja Católica desenvolvida depois do concílio Vaticano II. Ela dá grande ênfase à situação social humana.
Integrantes do movimento afirmam que este sempre foi baseado em idéias de amor e libertação de todas as formas de opressão (especialmente opressão econômica). Também afirmam que ele teria uma forte base nas escrituras sacras. Por outro lado, alguns aspectos da teologia da libertação têm sido fortemente criticados pela Santa Sé e por várias igrejas protestantes (embora a Igreja Luterana a tenha adotado), principalmente pelo que consideram um excesso de politização e pela aproximação entre a teologia da libertação e o Marxismo.
O que aconteceu com o Boff por causa da defesa dessa corrente foi o seu afastamento do sacerdócio, mas nem assim da religiosidade, muito menos dos seus ideais. Os membros da Igreja chegaram a comentar que Boff estava exagerando com relação aos pobres brasileiros, que a situação deles não era tão grave assim. Ainda mais agora que a Igreja Católica tem representante máximo que faz parte da opus dei, uma das alas mais tradicionais da Igreja.
Créditos: sempreumpapo.com.br


Valeu Anitcha Pelo texto = )
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+ comentários + 8 comentários

13 de agosto de 2009 11:44

Tambem tenho a impressão de que quanto mais estudo, menos sei.
Gosto muito de ler sobre vários pontos de vistas... assim conheço um pouquinho mais esta realidade... gostei da reflexão de hoje! Parabéns para a Anitcha.

Valeu Gu!

bjos

13 de agosto de 2009 11:50

Olha às vezes ouço a Canção Nova que trabalha na linha da Libertação, e como sou Católica praticante CEBEs, as vezes sou muito criticada. Outro coisa interessante é o foco na participação na comunidade e na igreja, em detrimente do pagamento do dízimo, por exemplo. A Santa Igreja vem amaduracendo bastante nos últimos anos. Acredito que a tedencia é sempre melhorar. Isso é bom!!!
No meu ver a CEBEs esta mais voltada para a "às situações sociais e humanas" do que a Libertação. Mas discussões são sempre bem vindas... é assim que aprendemos paradigmas impostos.

bjos

13 de agosto de 2009 11:51

Obrigado Lú, sempre parceira!!

eu também gosto de ler sobre vários assuntos, assim sempre agregando conhecimento...

13 de agosto de 2009 11:55

Então a sociedade está mudando, assim como a comunidade cristã/católica eu estou observando isso com positividade, temos que mudar sempre para melhor seja em qualquer coisa ...

13 de agosto de 2009 16:05

não li (agora) o seu blog porque confesso estar compressa e com preguiça ahaha
mas vim agradecer seu comentário tao informativo no meu blog haha
me fez refletir e concordar com voce!
ja volto ai.
haha
beijo

13 de agosto de 2009 17:34

mudança de tática!
é exatamente isso... mas sem fazer nenhum tipinho, nenhum joguinho besta... só fazer as coisas certas dessa vez!
;]
obrigada pelo comente
bj

Anitcha
13 de agosto de 2009 18:50

Brigada Gus...

14 de agosto de 2009 14:39

Lú Silva
.
Que legal que vc assiste a CN, gosto muito do Prof. Felipe Aquino, com quem tirei a foto ao lado.
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As CEB's hoje em dia (Não que seja o teu caso) estão meio que na onda da Teologia da Libertação. É até legal saber que alguem das CEB's gosta dos Carismáticos.
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Meu blog, é Católico, se puder acesse: www.apopstoladoshema.com

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