O arsenal de mísseis da Coréia do Norte

O governo norte-coreano informou nesta quinta-ferira (24) que irá fazer mais um teste nuclear. A notícia em si não é de se espantar, afinal já fizeram isso antes e recentemente também colocaram em órbita um satélite. O que chama atenção nas declarações e ações da Coréia do Norte é a total falta de postura dos Estados Unidos. Voltando um pouco no passado lembramos que o Iraque de Saddam Hussein foi invadido porque supostamente havia armas de destruição em massa. Após a invasão e queda do regime iraquiano viu-se que não havia nada nos arsenais iraquianos que justificassem tal ação. A Coréia do Norte já declarou que possui um arsenal nuclear e faz testes para todos verem e
ouvirem. Por que os Estados Unidos não usam do mesmo critério e invadem a Coréia do Norte?

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Mesmo que o regime de Pyongyang tenha capacidade de lançar uma ogiva nuclear contra os Estados Unidos a eficácia seria duvidosa. Um lançamento isolado poderia ser interceptado, diferentemente de um ataque nuclear de saturação de mísseis balísticos russos que certamente não teria como defender. O que os Estados Unidos temem é justamente a luta corpo a corpo. Os últimos conflitos travados pelos norte-americanos foram contra rivais já enfraquecidos e com ajuda de outros países como Reino Unido, França, Alemanhã e outros. No caso da Coréia do Norte enfrentariam o 3° maior exército do mundo, com inúmeras peças de artilharia, morteiros, tanques e armamento pesado. É fato que o equipamento norte-coreano é defasado, mas a grande quantidade traria problemas em uma guerra de atrito. Os Estados Unidos certamente venceriam, mas com um alto custo e a resposta norte-coreano contra Coréia do Sul e Japão também seria arrasadora.
 

Imagens de mísseis para comparação
 
 
O grande trunfo dos norte-coreanos, além de serem uma nova potência nuclear, esta em seu arsenal de mísseis balísticos. A variedade de mísseis com alcances variados representam uma ameaça aos seus rivais mais próximos. A  história dos mísseis balísticos começou ainda na década de 60 com o fornecimento de mísseis Scud-B pelos soviéticos. Outras levas desses mísseis vinheram anos depois através do Egito, entre os anos de 1976 e 1981. A China também trabalhou forte com os norte-coreanos e lançaram em conjunto um míssil balístico com alcance de 600 Km na década de 70.

Os mísseis de curto alcance giram em torno de 600, além de outros 200 do tipo Rodong. Ainda no arsenal de mísseis há o KN-02 com alcance entre 100 e 200 Km, o Hwasong-5 com alcance de 300 Km, o Hwasong-6 com alcance de 500 Km e o Scud-D com alcance de 700 Km. Esses mísseis podem atingir facilmente alvos na Coréia do Sul e são muito difíceis de serem detectados antes do lançamento.

O míssil Nodong tem um alcance maior podendo atingir alvos entre 1.000 e 1.400 Km. Foi testado em 1993 e lançado em 1998.

Para distâncias maiores há os mísseis Taepodong 1 e 2. O Taepodong 1 tem dois estágios e acredita-se que usa partes do Nodong e Scud. Testado em 1998 pode atingir a distância de 2.200 Km.
Já o Taepodong 2 tem um alcance maior entre 6.700 Km podendo atingir o Alasca. Especula-se que com uma carga explosiva menor possa atingir uma distância perto dos 10.000 Km o que levaria a costa Oeste dos Estados Unidos.

Além da força considerável de mísseis o exército norte-coreano conta com 1,19 milhões de soldados, sendo o dobro do efetivo da Coréia do Sul.. Os reservistas giram em torno de 7 milhões contra 3 milhões da Coréia do Sul. A proporção soldado habitantes é de 52 soldados para cada 1000 habitantes na Coréia do Norte e 13 soldados para cada 1000 na Coréia do Sul.
 
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